terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Masturbação Mental


Quando acordo,
Começo a observar o mundo,
Não como meros orifícios,
Ou bicos picos pontudos!

Seios que direcionam a vida,
Faz de mim um pervertido.
Outrora poeta,
Hoje um tarado sem caminho.

Não que só veja a carne,
Ou que o mundo é um grande açougue.
Também vejo ternuras e sutilezas,
Mas a libido é latente à noite.

Não sou um açougueiro,
Muito menos um pervertido.
Não penso só com o de baixo,
Também não me sinto à perigo.

Querer é o que quero,
Quero e quero sim,
Apesar de nem sempre dizer o que falo,
Penso em tudo, quando afim!

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