sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

HÁ TEMPOS



Há tempos nada escrevo, mas penso...
E da mesma forma como ocorre com meus sonhos... não me lembro!

Contudo, quando não esqueço, simplesmente penso...
E se penso, bate a saudade e enlouqueço em pensamento.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Solidão



Se hoje estou com sono,
Durmo...
Durmo...
Durmo...

Durmo acordado enquanto dirijo...
Em seu caminho, sou perseguido!
Acordado? Estou não!

Hoje estou com sono...
Não é sono...
Talvez solidão.

Enquanto não encontrar a cama...
Dirigirei dormindo...
Dirigirei sozinho...

Não terei um lugar.
Terei um não!

Cama Fria



A dor que corroí o homem,
Não é física, somatiza!

O que deveras entender,
O tempo não permite!

Pra quê tentar o continuar?
É se perder enquanto insiste!

Outrora fui moleque...
Como homem, não acordei!
Na cama, ao seu lado, vazio...

Aquietei!
Também chorei!

Abismo



Naquela tarde, caminhei!
No caminhar, um abismo.
Não importa o que sinto...
No por do sol, saltei!

Na queda instantânea
A vontade, não resisti!

Por segundos, respirei!
E enquanto flutuava...
O meu corpo ao longe estraçalhado avistei!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Viver ou Morrer?



Se soubesse que morreria:
Morreria?
Não morreria?
Optaria por viver?

Beberia a vida à tragos largos!
Viver sem ter tempo para sofrer!

Se soubesse que viveria:
Viver ia ?
Não viver ?
Optaria por morrer ?

Acolheria as mesmas escolhas,
Sem arriscar:
Viveria por viver!

Entre saber se viveria ou se morreria:
Viver eu iria... optaria por saber que iria morrer!
De igual sorte, viveria sem ter tempo a perder!

Estrada



O tempo passa,
Volto a correr!
Percorrer tortuosas estradas,
Somente para te ver!

Não importa a distância,
Ou a falta de combustível.
Volto a correr,
Porque necessito de estar contigo.

Quem sabe até,
Poder dizer...
Percorri longos caminhos,
Para tocar você!

E digam o que digam,
Nada mais se pode fazer.
Indubitável é fato,
De que esta noite volto a correr!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Tutela Popular



Tá lá mais um corpo estendido no chão!
Não foi bala e nem assalto,
Apenas o furor enraivecido de uma população.

Para o linchamento,
Não foi preciso a verdade,
Mas sim sequelas de um alto teor de indignação.

Enquanto nada se faz,
Inocentes são violados por pacifistas...
Tudo por conta da comoção.

Banaliza-se a vida.
Sacrifica-se o homem,
Apenas para tutelar o temor da população.

Em um caças às bruxas ilusório
O pesadelo é real,
Pois a vida já não vale nada...
Vale nada não!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Justiça Popular



Judas! Cadê tu?
Não sei...
Mas, acredito que és meu vizinho!
Pessoalmente, não te conheço...
Mas no FACE, condeno teu caminho.

Se não sou senhor de mim,
Sou senhor de ti...
Detentor da tua cruz, da espada e do teu destino!

Não sei o que fizeste,
Muito menos se o fizeste...
Só te julgo e condeno porque creio ser devido!
Subtraio a tua vida,
Nego tua defesa...
Na incerteza da inocência...
Sou calvário, sou espinho.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Falsos Auspícios




Mares escuros da ilusão.
Tu queres?
Quer?
Não quero não!

Frente aos auspícios do medo,
Morro, mordo... solidão,

A razão que navega,
Veleja nos mares escuros da ilusão.

Enquanto se quer paz,
A liberdade pode ser prisão!

terça-feira, 18 de março de 2014

Retorno



Voltei!
Voltei como quem volta do nada.
Um pouco mais velho,
Mais jovem,
Quase sempre cansado.
Experiências de uma nova estrada.

Fácil é alegar que do MUNDO bebi!
Que gozei de experiências do TUDO e do NADA.
O certo é que me corrompi,
Larguei-me em uma tortuosa malfadada estrada.

O fato é que no curso me despi...
Larguei sonhos,
Larguei livros,
Enclausurei-me em uma alma escrava.

Como Peregrino, nada entendi!
Deixei sonhos,
Deixei alma,
Deixei nada!

Da troca de uma bela VIDA por um nó de gravata
Um belo INUTIL, me perdi,
Mas, hoje retorno!
Retorno velho, retorno jovem,
Sempre cansado e sem alma.

E se hoje retorno,
Retorno falido, mesmo sem ter ido!