segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Do tempo a solidão!


O que se passa ?
O que se passa ao meu lado ?
É o tempo! O relógio!
Não posso mais ficar parado.

Os cabelos, já não os tenho,
E a juventude se foi em vão,

De restos, só lembranças do tempo na contra mão!

Vejo o tempo,
Vejo versos,
Tudo se passa... no avesso... da lentidão!

O tempo que passa, passou!
Fiquei parado, fiquei em vão!

Não enfrentei o universo,
Muito menos fui enamorado.
Os números que me perseguiam,
Fizeram com que ficasse parado!

No avesso da lentidão.
Fiquei quieto, quase vilipendiado.
Mas, foi na contra mão, que aqui me encontro,
Maltrapilho, cansado... rumo a minha doce solidão!

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