segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

No Concurso XIV



Acabou o papel,
E com ele a inspiração.
Nem sequer o higienico
Dará suspiro e margens a inspiração.

O que expurga,
Limpa minha mente,
Extraio do vazio,
Dispo-me da tensão.

Nem sequer, eu quero ou tento.
Ignorância é a minha benção.

No concurso XIII



Que coisa estranha,
O que houve aqui.
Meio que profano,
Um atentado ao meu existir.

Quem sabe transcendental,
Sem dentes, animal!
Ou o povir do existir.
Nem alto ou baixo astral.
A ignorância de estar aqui.

No Concurso XII


Não espere que eu escreva,
Ou que eu deva escreve-lo
Sem rascunhos ou rabiscos,
Interrompido e omisso.

Queira me permitir,
Não vencer e nem fazer.
Nada que eu escreva,
Um dia poderas entender.

Meus braços que aqui JAZZ
Quando de noite, morre.
Quando dói, sou eu.
Só eu... eu.

No Concurso XI


Talvez largue o Mund
E viva de poesia.
Imagine a crônica
De pagar a luz com a arte,
De pagar a agua, o aluguel e o condominio com a poesia ?

Ai de mim se já não posso pagar o papel,
Como poderei viver de poesia ?

No Concurso X


Pessoas idosas,
Que concorrem cmigo,
Experiencias vantajosas,
Perguntas ao desconhecido.

Num mero concurso,
Perguntas que me deixa indeciso.
Pra que fazer concurso,
Se não caibo e mal sei o que sinto.

No Concurso IX


Quem acreduta em psicografia?
Quem acredita ?
Eu não acredito!
Acredita?

Será que um esprito baixo baixou em mim?
Ou foi só o sarrafo ?
Quem sabe o fracasso?
Ou tudo mais que me faz escrever assim!

No Concurso VIII



Se ontem acordei com o cheiro de tua buceta em meu nariz,
Relembrei que a noite passada, sim!
A noite passada fui mais feliz.

O nectar que me daste,
Não era pouco e nem se acabou,
Pois teu cheiro em meu bigode,
Prova que de fato, louco não estou.

No Concurso VII



O dominio do mundo
É o mundo que muda,
Acorda de um coma profundo,
Ignora o que muda.

Rejeita os corrompidos,
Ignora os desletrados,
Mas quase sempre, à beira do abismo,
Recorre a podre humanidade.
Percebe que o mundo que sempre muda
É o mundo que não se verá perdido.

No Concurso VI


Tenho andado desvario,
Louco, competente,
Mas sempre no cio.

Palavras fulguram em minha emnte,
De palavra em palavra,
De repente em repente .


Tenho andado sim,
Apenas não sei se chegarei,
Bem longe daqui.

No Concurso V



Mulheres de laranja,
O que fazes aqui ?
Me policia,
Me conduz,
Mal permite meu sorrir!

São nestas horas,
Que a mente corre a solta,
Entao, mulheres,
Me diga, ou repita:
Que maldição fazem aqui ?

No Concurso IV



Lindoya querida,
Lindoya do meu coração
Nunca aí estive,
Nem sei se o quero.
Quero não!

Lindoya que nada diz
De nome esquesito que não passa
Não é texto nem poesia,
Para mim não passa de marca de garrafa d'agua.

Quero a ti não.

No concurso III


Meu blog está rico,
Tem histórias e poesias,
Tem contos e criticas,
Besteiras e hipocrisias.

Meu blog está rico,
Está rico sim!
Enquanto penso, teço versos
e mentira saem de mim.

No concurso II


Será que se escrever na carteira serei recriminado ?
Será que alguem vai entender ?
Afinal, um bom sujeito,
Com seus trinta e la vai pedrada...
Com toda uma filosofia e nada a dizer.

Será que alguém vai entender ?

Palavras rabiscadas,
Quase sempre borbulhadas com o frenesi do não poder falar.
Agora, fecham os portões,
Já não tenho mais tempo para rabiscar.

No concurso - I



Por que me olhas ?
Se me olhas, por quê me tomas ?

Não a conheço,
Não sei teu nome,
Também não te falo.

Se vem andando,
Logo percebo.
Por mais que tenha uma mente,
Conservadora, com vergonha,
Nada lhe digo.

Mas, se derrubas minha caneta,
Inconscientemente, lhe dito mal dito.
Agora concorrente,
No curso que tanto persigo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Crucificado pelo Sistema


Carambolas...
Hoje fui chamado.
Um chamado do céu,
Senão do céu, do décimo e primeiro andar.

Estive ao lado dos deuses,
Senão destes,
Daqueles que almejam ser estes.
Enfim, chamado do céu.

Fui questionado pelos meus pecados.
Ao menos, era o que parecia.
Em certos momentos...
Pensei que seria crucificado.

No fim das contas,
Considerei minhas virtudes,
Analisei meus atos.
Ali, decerto, não cometi pecados.

Melhor analisando os fatos,
Não era o céu,
Nem sequer deuses.
Sim, eram pessoas...

Não eram virtudes,
Nem sequer pecados,
Eram relatórios,
Com dados estatisticos que não deveriam ter sido usado.

Derrepente o céu era a Presidência,
E os deuses, Juízes.
Pecados ? Não! Dados.