quarta-feira, 31 de março de 2010

Sopa de Letrinhas


Sistemas assistêmicos,
Incongruencias de um mundo banal.
Enquanto uniformizados discutem Theodor Viehweg,
Escritor da defesa do um sistema social surreal
Ao tempo em que desnudos dançam axé,
Sob a chuva de uma cidade fria que sofre com o calor infernal.


Há casos de indigentes que padeceram com o frio,
Das histórias jornalisticas..
Será é possível viver em um mundo real ?

terça-feira, 23 de março de 2010

Poesia dos Apaixonados Precavidos

Travei.

Travei pelo amor.
Pelo tezão.
Travei pelo ardor.
Pela emoção...

Sim: Travei!
Sou réu confesso,
Não sei o que dizer, nem o escrevi
O pior, deveras, é não saber o que sentir.

Se me entreguei de peito aberto,
Doei meu coração a espada...
Empalideci, parei, travei:
Preso no contradito entre entre o sentir e o poder sentir.

Outrora, não me renderia irracionalmente,
Outrora, manipularia os apaixonados contentes.
Hoje, porém, travei.
Não sei o que devo ou posso...
Apenas estou estagnado diante o amor,
Sem saber por onde seguir.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Resolução: Liberdade

O vazio do café me corrói.
As palavras jazem em minha boca.
Abaixo resoluções ou construções.
Perco-me em pecados.
Do mel sou levado ao fel.
Quem sou, não sou: atuo.

Mente sã... corpo vazio,
Papéis jogados no escuro...
Um ente improdutivo, estéril, inutil.

Mas, no raiar da tarde... ressuscito.
De moribundo... ser produtivo.
Largo esta capa, este rosto, este corpo vazio.
Renasço, fecundo, abundante... útil, porém vadio.
E na mente, uma única certeza: chega de copo vazio!

Esvair-se

Esvair-se...
Gozar!
Com folego ou sem folego,
Sussurrar, trepar, gozar.

Se chega a noite:
Chupar... chupei... lambuzar!
Se raia o dia:
Penetrar, beijar.
Se estou contigo:
Tansar, vadiar...

Mas, é só contigo:
Amor, amei... amar...

Retrato de Ontem.

Hoje não me cabe poesia disfarçada,
Ontem fiz amor, dentro de ti.

Hoje não me cabe poesia comedida,
O cheiro de sua pele é exalada pelo meu corpo.
Não sou pobre e nem bom moço.
Mesmo acanhado, me entrego para ti.

Hoje não provoco estardalhaço e nem alvoroço
Mesmo quieto em meu canto, me espalho dentro de ti.
As palavras são desnecessárias,
São expelidas pelo seu sorriso...

Sinto o forte do seu gozo,
Seu sorriso, maroto...
Amo a garota dentro de ti.

terça-feira, 16 de março de 2010

Lo que hacemos aqui ?

Puta que la mierda,
Lo que hacemos aqui?
Vestidos, porém despidos...
Escondendo o que sentir.

Os toques são serenos,
Mas o furor arde de mais,
Se me olhas... me penetra,
Mesmo sem gestos, praticamos atos sexuais.

Não que precise lhe ver despida,
Mas necessito lhe despir...
Tocar, torcer... me... ter...
Humedecer... fundir..

Ainda que não sinta as pernas,
Lo que hacemos aqui ?
En mis pensamientos,estamos practicando actos sexuales!

Soma do amor

Dois mais dois são três.
Como ? Não sei!
Por mais que calcule,
Dois mais dois são três.

O resultado apontado na calculadora,
Até ilustra valor diferenciado,
Do tipo: dois mais dois são quatro.


Não importa o que resulte
Muito menos o método utilizado,
Se ao somar, eu vivo...
Dois mais dois não são quatro.

Talvez o cenário influencie,
Olho para o céu, ele não está nublado
O sol escaldante, não está quente,
No mundo, só há apaixonados.
Por mais que o calculo divirja,

E o resultado seja variado...
Nesta fórmula,
Dois mais dois não são quatro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Largatixa do Sangue Quente

Surpresa...
A vida, por vezes, é uma caixa de surpresa,
Fenômeno dinâmico, em eterna revolução.

Nada é estático.
Não se faz necessário a nomenclatura para o sólido, líquido ou gasoso.
Nesse magnífico fenômeno chamado vida: o tudo por vezes é nada.
O nada, quase sempre, é tudo.

É na simplicidade das coisas, que se reside os mistérios.

Mais difícil é ler um livro aberto, nú, de escrita simples,
Do que deduzir o conteúdo daquele trancafiado em um cofre vazio..
Não cabe a dedução: a leitura é simples e basta apenas sua aceitação.

Dessa forma, chego a seguinte conclusão:
Gosto! Simplesmente gosto. Não sei por que gosto...
Não preciso entender ou compreender... para mim, basta gostar.
Amo! Não sei por que amo... simplesmente amo... só preciso amar.
Mas se ainda assim persistir, em mim, a necessidade de entender:
Lembro que largatixa também tem sangue-quente. EU GOSTO.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Rebolation

Protestos sem golpes.
Golpes, sem gestos...
Amor ou desamor.
Tudo é igual.

Muitas passeatas foram feitas
Por meros pseudos-intelectuais.

Movimentos jazeram a arte.
Enquantos poetas, sedentos de depressão,
Que não morreram antes dos 30s...
Criaram e recriaram: "Rebolation".


Em pensar que um dia:
As mulheres foram enDEUZADAS...
Jamais tocadas: semblantes de uma bela geração!

Se outrora, elas foram respeitadas, esculpida à carrara.
Hoje são cuspidas e escarradas...
Tocadas, gozadas, usadas...
Libertinagens sem gracejos...

Os poetas não se procriam.
Abaixo a antropofagia cultural!
Rebolation... rebolation... rebolation...

Delicioso Amor Vadio

Quando entro no seu apartamento,
Nada mais faz sentido.
Não enxergo móveis ou paredes,
Cor do teto, lustres, carpetes ou vidros.

Não sinto o frio da cerâmica,
Nem a fobia do box bravio.
Não percebo a bancada americana
E muito menos meu copo de wisky vazio.

Não percebo almofadas ou lençois...
Tais valores sem razão, não perpetuam quaisquer sentidos.
Apenas me entrego de peito aberto,
Sentidos aguçados,
Com o coração aflorado..
Gozo esse amor vadio.

Você...

Subi num pé de acerola,
Para alcançar uma cereja...
Agarrei-me a um morango.
Defrontei-me: ADORO FRUTA VERMELHA.

Irresignação

Todos os sentimentos,
Deverão ser trancafiados na caixa de pandora.
As únicas chaves aptas a liberta o mundo,
Deverão ser jogadas no mar da lamentação.
Não mais se poderá chorar,
Sentir, sorrir, amar...
Não haverá cópulas:
O mundo caminhará para a auto-destruição.

O corpo será libertado da carne.

E os objetos inanimados que somos,
Não demonstrarão quaisquer formas de sentimentos.
E os bichos... não mais existirão.

A pandora deverá ser jogada num rio profundo,
Sem quaisquer possibilidades de achá-la em expedição.
Os sentimentos deverão ser esquecidos,
Não mais se ouvirá falar de amor, de ódio ou traição.

A partir de então,
Ao mundo é defeso a arte,
É defeso a música, o teatro e quaisquer formas de expressão.

A propedeutica da liberdade será esquecida,
Consequentemente, a sociologia será ignorada.
Não mais haverá pais, amantes ou irmãos.
Não mais haverá sentimentos,
Estes deverão ser trancafiados,

Nunca mais, por um breve período de tempo,
Passaremos noites em claro,
Com desejos latentes de noites ardentes...
Pairaremos sob a resignação.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Noite de Razão

À noite passada, sonhei contigo,
Imaginei seu corpo sedento.
Rascunhos de desejos em minha mente.
À noite passada, pensando, me entreguei a ti.

Não estou afim de noites intermináveis,
Noites de clarezas,  sem razão.
Não estou afim de sentir só desejos...
Não quero esperar,
Não quero o sempre, pensando em ti.

Nesta noite,
Tudo será diferente...
Não haverá pensamentos, sonhos ou desejos.
Não haverá rascunho de teu cospo,
Muito menos, pensamentos direcionados a ti.

Não... não... não...


Sim...
Passarei esta noite acordado,
Com meu corpo suado,
Desejos saciados...
Não à passarei com saudades de ti.

Nesta noite,
Todas as tristezas e saudades serão afastadas,
E se acordado, passarei esta noite dentro de ti.

Eu Nú

Hoje acordei nú
Andei nú,
Me vi despido.
Não precisei de roupas,
Ou qualquer outro aparato que segurasse meu sexo...

Se hoje me encontro nú: SOU LIVRE

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sublime

Contigo não trepo,
Não transo, não faço sexo.

Contigo não fodo,
Não penetro e nem chupo.

Contigo não gozo,
Não suo e não grito.

Contigo não há abraços,
Não há amassos e nem gemidos.

E se faço tais atos,
FAZEMOS AMOR

Desvarios

Me olhe,
Me decifre...
Mas, não tente me compreender.

Posso olhar em seus olhos,
Soltar palavras ao acaso,
Desvarios sem nexos,
Verborragias desapegadas..
Corpo aberto, mente aberta, livro aberto.
Não tentes me compreender.

Sei que não vale a pena...
Sou o todo, só um todo,
Dentro de teu corpo... me entrego a você.

Se viajo: me domine!
Se me liberto: me agarre!
Se sou seu: não queira me compreender.
Nos teus olhos me entrego,
Mesmo livre me prendo a você.
Só lhe peço, lhe imploro: nunca queira me compreender.

terça-feira, 2 de março de 2010

Amor em outra língua


Si se mira el sol 
Usted no está allí ... 
Si miro el mar ... 
Usted no está allí ... 
No te preocupes, 
Sé que está dentro de mí.

So, I surrender ... 
I am free to you.

Se si riesce a fuggire. 
Io sono in te.

Ne fuyez pas,
 Je sais comment vous sentez-vous ... 
C'est pourquoi, je suis prêt pour vous.  

Não só RAPI "DINHA"

Rapidinha...
Tudo é rapidinho.
Já não basta ser rápido... agora "dinho".

Engraçado o que se pode fazer em poucos minutos,
O poder de mudar o mundo com um rápido olhar,
Descrever os sentimentos mais sinceros.
Se entregar, entregar....

Não é preciso gestos,
Nem falas...
Sequer, um olhar...
É o tempo que passa, tão rápido...
Ele entrega, por entregar.

Cheiro que impregna o ar.
Silêncio trancado num quarto brando,
Toques, sem tocar...
O mundo que revoluciona em segundos.
Despe o que é para eternizar.

Rapidinha ?
Não foi uma rapidinha,
Foi apenas o tempo convencional que continuou a trabalhar.

Personagem de um refrão...



"Tenho um coração,
Tenho ideiais,
Gosto de cinema... e de coisas naturais...
Penso sempre em sexo"

Engraçado como a estrofe de uma música, tão simples, é capaz de descrever uma pessoa. Será essa pessoa apenas um persogem daquela música ? Cade meus direitos autorais?

A sós...


Chove lá fora,
Aqui faz calor.
Mormaço, lá fora...
Aqui só amor.