sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Garçom AMIGO

Seu garçom,
Desce a saídeira...
Lembre-se que depois da última,
Sempre vem a primeira.

Seu garçom,
Não quero, não pretendo,
Não almejo te atrapalhar,
Mas o causo é o seguinte...
Foi nesta noite que andei de bar e bar.

Não se preocupe, meu amigo.
Não vou te alugar,
Mas o que ocorre é o seguinte...
Não sei por onde começar.
Talvez filosofe sobre a vida,
Sobre o vento, a água e o ar...
Qualquer verborragia que solte,
Nenhuma irá te agradar.

Seu garçom,
Hoje você é meu melhor amigo...
Nunca disse isso a ninguém,
Portanto enquanto servir as pessoas,
Quero que me olhe, que me observe, ainda que seja com o ar de desdém...

O fato é o segunte,
Não vou te alugar,
Apenas ressalto minha alegria,
De beber esta bera neste bar.
Sei que o lucro não te pertence,
Saiba que gorjeta não vou te dar...
Talvez eu até te xingue...
Não importa, isso faz parte do bar.

Seu garçom, meu velho guerreiro,
Sua história não me interessa,
Seus problemas não são pertinente...
O fato é que a hora é essa...
Traga logo aquela gelada, acompanhada da aguardente...

Seu garçom,
Não adiantacriticar...
O fato é que sou um freguês...
Este bar é meu lugar.

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