Imagine esse cenário:
Duas pessoas sentadas em uma mesa de bar...
As duas pessoas são do sexo oposto,
A libido paira sobre o ar.
Os dois personagens sentados à mesa...
São personagens autênticos, personagens sem máscaras,
Seres reais de um encontro casual em uma via chamada vida...
No ar paira a libido,
Paira o calor,
Paira a exaltação.
Tais personagens,
São integrantes do espetáculo vida...
São seres que por vezes se vestem de Marias, Paulos e Joãos...
Apenas personagens de um espetáculo real.
Lógico que o cenário não é vazio,
Em outras mesas estão sentados jornalistas,
Que discutem banalidades do dia-a-dia,
Vislumbrando manchetes da próxima edição.
Na mesinha do canto,
Há um rapaz sozinho, atirado na multidão
Que afoga em cada gole de sua bebida barata, a dor de sua timidez...
A dor de sua pseudo-solidão...
Mais à frente,
Há um grupo de amigos,
Que religiosamente frequentam aquela poderosíssima instituição.
Nesse cenário não há vergonhas,
Não há tabus.
As travas já foram diluidas nos primeiros goles.
Aos personagens, restava o amor e o calor de toda auto-imersão.
É no teatro das nossas vidas
Que os personagens do dia-a-dia,
São seres da não-ficção.

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