Era uma vez dois seres.
Cada um, um indivíduo.
Um belo dia, os dois indivíduos se encontraram.
Os dois indivíduos se beijaram,
Nenhum dos dois indivíduos teimaram,
Foi no beijo à dois, que nasceu o amor.
Num segundo belo dia,
Talvez, sem final feliz,
Os dois indivíduos não eram mais dois,
Mas sim, um indivíduo e outro um individuo.
Numa trágica noite,
Um indivíduo falou,
Outro um indivíduo se magoou,
Daí, um indivíduo teimou.
O outro um indivíduo também teimou.
Naquele exato, trágico e infinito momento,
Um indivíduo não beijou o outro um indivíduo.
Não havia resquícios dos dois indivíduos,
Não foram dois, muito menos beijo à dois.
Naquele exato, trágico e infinito momento,
Não houve final feliz.
A fábula se tornou real.
Demônios eram refletidos no um individuo e no outro um individuo.
Naquele exato, trágico e infinito momento,
Havia tão somente um indivíduo e outro um indivíduo.
O amor ? Bem, este nada falou... tragicamente, emudeceu-se.

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