Fecho os olhos,
Viajo em meu silêncio.
A caneta BIC azul baila em meus dedos.
Meus desvarios ?
Meus devaneios ?
O que há em mim ? Ai de mim ?
Concretude do abstrato,
Metamorfoseando a pedra,
Sentimento reiais, fortes e aflorados.
O existir, não só por existir.
O não falar, por não ter o que falar.
O não sorrir, por não ter porque sorrir.
Palavras machucam,
Ja o silêncio, nada diz.
Viajo... viajo... viajo....

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