sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tempo



Sabado...
Domingo...
Segunda...
Terça...
Quarta...
Quinta...
Sexta... e assim, mais uma semana se passou.

Ainda não sabemos se foi apenas o tempo que passou, ou se foi as experiências que vivemos, ou aquelas de deixamos de viver pelo simples fato de nos preocuparmos com o tempo.
Quem nunca pensou em levantar de sua mesa, deixar todos os componentes eletrônicos, agenda, tabalho para trás, entrar em seu carro, dirigir uns 120Km, para simplesmente ver o mar ? Quem será que nunca pensou nisso ? Talvez, a pergunta teria sentido se ao invés de ter pensado, tenha vivido.
Deixamos de viver por causa do fator tempo, por causa do relógio que travam nossas ações e reações.
Em pensar que a sociedade sempre foi regida por códigos, por normas, pela moral, por leis, pelo tempo.
Talvez seja o tempo a maior ferramenta coativa de toda uma existência.

Quem será que nunca teve vontade de parar por segundos, para poder sonhar ? Para poder sorrir ? Para poder amar ? Para poder chorar ? Para poder sentir ?

Tempo... tempo... tempo...

Nossas vidas são marcadas por anos, nossos anos são marcados por semestres, trimestres, bimestres e meses... nossos meses são marcados por quinzenas, por semanas... nossas semanas são marcadas por dias... sábado... domingo... segunda... terça... quarta... quinta... sexta... nossos dias são marcados por horas... nossas horas são marcadas por minutos... nosso minutos são marcados por segundos... tudo isso é refletido em nossos semblantes, em nossos rostos, em nossos atos.

As vezes, consigo lembrar de quando era apenas um adolescente de 17 anos de idade, em pensar que nesse interim já se passaram 11 anos. O fato é que ainda consigo lembrar do auge dos mesus 17 anos, época em que o fator TEMPO era deixado de lado para simplesmente poder viver in natura... hoje sou escravo do relógio, ainda que não o carregue sempre comigo... não importa...

Deixamos de viver para simplesmente podermos sonhar.

O TEMPO é o senhor de todas as algemas.

Será que ele existiria, ainda que não houvesse sido inventado ? Será que ele seria ultravalorizado se ele não existisse ? Por que será que nos preocupamos tanto com o relógio ?

Percebo tão somente agora que, o TEMPO que perdi para escrever este pequeno "textículo", deixei de viver... e a essa agora, neste exato momento passou de minha HORA de dormir.

CARPE DIE

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