terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Natal Canibal
Estranho é o barulho de uma mente vazia!
Límpida e corrompida...
Singela, nefasta... uma porcaria!
Estranho é o pulsar de um cadáver!
Gélido e recheado de sangue...
O que aconteceu com as histórias ?
E os momentos marcantes?
Incrível é imaginar que,
De seres mágicos,
Dotados de vida, de esperança e pavor...
Terminamos como mero pedaço de carne..
Cadáver.. Cadáver..
O estranho não é nem o humor negro,
O humor da criancinha neandertal canibal
Que por não gostar de seu irmão mais novo, resolve por não comê-lo!
Estranho mesmo,
É ser o que somos!
Mesmo não sabendo o que somos!
Se outrora fomos girinos!
Que pulava de bola em bola,
Envoltos em um saco peludo,
Sempre molenga, por segundos duro!
Amanhã, seremos, quando muito lembranças perdidas na mente de um moribundo!
Feliz é mágica do real!
Em um natal de vômitos e vinhos,
Não é estranho estranhar que estamos perdidos!
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