Todos os sentimentos,
Deverão ser trancafiados na caixa de pandora.
As únicas chaves aptas a liberta o mundo,
Deverão ser jogadas no mar da lamentação.
Não mais se poderá chorar,
Sentir, sorrir, amar...
Não haverá cópulas:
O mundo caminhará para a auto-destruição.
O corpo será libertado da carne.
E os objetos inanimados que somos,
Não demonstrarão quaisquer formas de sentimentos.
E os bichos... não mais existirão.
A pandora deverá ser jogada num rio profundo,
Sem quaisquer possibilidades de achá-la em expedição.
Os sentimentos deverão ser esquecidos,
Não mais se ouvirá falar de amor, de ódio ou traição.
A partir de então,
Ao mundo é defeso a arte,
É defeso a música, o teatro e quaisquer formas de expressão.
A propedeutica da liberdade será esquecida,
Consequentemente, a sociologia será ignorada.
Não mais haverá pais, amantes ou irmãos.
Não mais haverá sentimentos,
Estes deverão ser trancafiados,
Nunca mais, por um breve período de tempo,
Passaremos noites em claro,
Com desejos latentes de noites ardentes...
Pairaremos sob a resignação.

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