Por vezes
Somos Ojuara
Cabra macho, sem freios,
Sem medo, sem cagaço.
Ojuara que nasce do espinho
Não teme a morte
Não teme a bala.
No seu sangue corre o alcool
Na sua esperança, corre a alma.
Ojuara em pessoa,
Desafiou Deus em seu caminho.
Respeitou os desrespeitados.
Sonhou e não se viu sozinho.
Ojuara de corpo presente,
Dominou o demônio de vestido.
Ele não teme a morte,
Não teme a alma
É mais que um cara,
É um cabra vivido.
Por vezes somos Ojuara
Dominadores do destino.
Cabra da vida, cabra do norte.
Cabra sem freios, sem pousada.
Heróis sem feitios, sem pudor
E é sob o manto do Ojuara
Que somos os Araujos que vestimos.

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